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Como escrevi aqui mesmo, a censura das redes sociais e mídia tradicional a Trump quando ele ainda ocupava a Casa Branca foi um acontecimento histórico. Demonstrou-se assim que as redes sociais já têm mais poder que o próprio Presidente dos EUA. No caso do Homem-Abóbora, evidentemente, foi de caso pensado que o calaram. Já nós outros, absolutos desconhecidos, não temos este luxo ou carinho de sermos pessoalmente censurados. Ao contrário: quem nos censura é um algoritmo. Para piorar, as regras – ou “leis” daqueles ambientes virtuais – são, mais que invisíveis, incognoscíveis, e mudam a toda hora.

Acabo de passar por uma curiosa experiência, que me dá três dias de descanso do meu apostolado feicebúquico: um bloqueio de três dias, determinado magicamente pelo algoritmo por razões tão absurdas que só o que se pode fazer, mesmo, é rir. Estou agora e estarei até daqui a uns dias impedido não apenas de escrever algo que todos possam ler no meu perfil, mas também de conversar pelo famoso inbox. E não duvido que seja mera questão de tempo para que os bloqueios do saite feices estendam-se automaticamente ao Instagram e ao WhatsApp, também de propriedade do mesmo rigoroso reptiliano rapazola.

Como se deu este processo, todavia? Creio que esta seja a questão mais importante, para tentar entender um pouquinho dos mecanismos do algoritmo de censura em seu momento atual. Agora ele certamente está diferente de como era ontem, e amanhã já serão outras as regras. A única coisa que persiste é a opacidade do sistema e a constância da inconstância das regras. Mas este caso é ainda mais engraçado.

A coisa aconteceu da seguinte maneira: em agosto do ano passado postei uma foto de “antes e depois” do estrago feito por um maquiador na cara duma bela moçoila. Escrevi sobre o caso aqui, aliás, se não me engano. A foto me fora dada por uma amiga, que segue nas redes sociais um maquiador lá da terra dela, onde Judas perdeu as meias. Nem sei quem é o cara, nem coloquei absolutamente nada que o identificasse. Ao contrário; como sempre, tratei de ideias, não de pessoas. Disse apenas algo que qualquer homem que tenha interesse no belo sexo diria: que o excesso de maquiagem piorou tremendamente a aparência da moça. De um “camarãozinho de rio”, como minha mãe se referia a alemoas e polacas em geral, a pobre criaturinha passou a parecer mais um drag-queen ou travesti, com fartas colheres de pedreiro de argamassa furta-cor lhe tendo sido atiradas às bochechas pelo borra-botas.

De algum modo, no entanto, por mágicas dos meios virtuais, minha postagem furou a bolha e chegou ao conhecimento de hordas de picassos epidérmicos e apaixonados por reboco colorido na cara em geral. O resultado foi uma invasão do meu perfil por enorme quantidade de gente aparentemente incapaz de ler um parágrafo de texto, acusando-me das coisas mais absurdas. Como gosto do debate, por crer que é no embate que a verdade se manifesta e ser um seu amante,  respondi a uns poucos mais civilizados. E, claro, gastei um tempo enorme apagando os comentários com termos de baixo calão, que aliás raramente tinham algo a ver com o que eu escrevera. Mais um curioso fenômeno das redes, pensei eu, onde entre a indignação e a alfabetização ganha sempre aquela. Mas não foi o que o bendito algoritmo achou. Pelo contrário: fui acusado de bullying!, e tomei uma zuckada de um dia, se não me engano. Minha postagem foi apagada, poupando-me de ter que ir apagando aquele triste palavreado acerebrado.

Mês passado, então, imagine só Vossa Leitorância, fui flagrado em horrendo delito pelo algoritmo novamente. Compartilhei uma notícia sobre um deprimente condomínio de nudistas, com um comentário sobre como devem ser pouco higiênicos os assentos públicos de tal lugar. Quando li a reportagem, o fiz em “modo leitura” no navegador, o que felizmente fez com que não visse qualquer fotografia. Ao compartilhar, não me foi mostrada imagem alguma nem, muito menos, um modo de escolher uma entre as que houvesse na página compartilhada. O próprio saite feices, então, tendo já eu clicado em “postar”, tomou em mãos a mística missão de escolher uma foto para ilustrar o linque compartilhado. E adivinhe meu pobre e solitário leitor como era a foto escolhida! Apenasmente um casal já bastante entrado em anos, numa varanda, em posições que lhes tampavam as vergonhas (apud Caminha, Pero Vaz de), e parte do perfil duma moça na porta da varanda, com um mamilo – sim, senhores, um milimétrico, mas maligno, mamilo! – à mostra. Devo dizer que alguém que tivesse desperto qualquer interesse de natureza sexual por aquela foto seria um depravado da pior espécie.

Como, contudo, o algoritmo do saite feices não gostou da foto escolhida por outro algoritmo da mesma rede social, fui novamente zuckado. Ou muito me engano, ou me retiraram por dois dias o putativo privilégio de postar, comentar e conversar em “particular” (não existe mais privacidade, ao menos não onde houver sinal de celular) com os amigos. Agora, então, o algoritmo tarado enfureceu-se completamente com essa minha mania de (sem o saber) oferecer terrificantes tentações da carne aos piores depravados, e fui bloqueado por três dias.

Qual foi este meu último crime nefando? Simples: compartilhei um linque para uma reportagem sobre o menininho que vivia – ou melhor, alternava entre vegetar, passar fome, e ser torturado – acorrentado dentro dum barril. Na reportagem havia um linque para um vídeo, que não assisti, da pobre criança sendo retirada de seu bizarro cativeiro-mirim. Como o inocente era mantido sem roupa alguma dentro do baú, presumo que a agência de notícias não tenha borrado sua genitália, como costumam fazer. Mas para o algoritmo, pelo jeito, basta isso para me considerar contumaz contrabandista de pornografia pesada. Um lúbrico Larry Flynt tropical. Um gabaritado gomorrita impenitente.

Confesso que acho engraçado. Não acharia, todavia, se dependesse da rede social ou mesmo do sistema Messenger para comunicações importantes, como é o caso de muita gente. É um micro-cancelamento por parte da maior ferramenta de perda de tempo já concebida pela humanidade (ou por reptilianos; confesso que a aparência do Zuckador-em-Chefe quase me leva a acreditar nessa fábula).

Este caso, todavia, é emblemático de como são tomadas as decisões dentro do sistema “policial” das redes sociais. Não existe um código, mas existe o que os gringos chamam de law enforcement, um sistema de fazer a lei valer pela força. Só faltaria saber que lei, afinal, seria essa. Temos, todavia, uma polícia que nos investiga por fazer hoje o que ontem era obrigatório ou por não fazer agora o que era proibido há pouco. No célebre livro 1984 também há uma pseudo-lei, uma pseudo-verdade, que muda todo o tempo mas demanda obediência total. E, mais ainda, quando ela muda ninguém pode cogitar a absurda hipótese de que ela teria mudado. Não; ela sempre teria sido exatamente daquele jeito.

Orwell escreveu o livro a partir do que viu dos estalinistas na Guerra Civil espanhola, exagerando um pouquinho aqui e ali para mostrar claramente o horror distópico da sociedade que imaginou. Já agora vemos acontecer “de verdade” e, mais ainda, “sempre ter sido assim” coisas tão delirantes que meros cinquenta, vinte, ou mesmo dez ou cinco anos atrás seria tremendamente difícil convencer alguém de que aconteceriam. Do avanço aos saltos duma pseudorrealidade tão absurda, tão grotesca, que o esforço necessário para aceitá-la acaba sendo um mecanismo de criação duma hipnótica dissonância cognitiva, em que se tem diante de si um rapaz, ou mesmo um senhor – como o fantástico cartunista Laerte, em minha opinião o maior artista gráfico brasileiro vivo – mas é obrigatório fingir que se trata de uma mulher (e não duvido que duma bela mulher). Em que um atleta de terceira categoria passa a declarar-se miraculosamente membro do sexo feminino e “honestamente” ganha todas as provas femininas. Em que a identidade básica das pessoas passa a ser definida por seus devaneios pornográficos, por aquilo que desejam (logo que não têm, e muito menos são!).

Alçar um milimétrico mamilo à margem duma dupla de peladões pudicos da terceira idade à categoria de pornografia, assim como fazê-lo com um vídeo que mais lembra Auschwitz que a fina arte do erotismo, tem, claro, bases culturais. Há já alguns anos, o assunto principal em toda a mídia americana foi uma “disfunção” do tapa-mamilos duma senhora, uma irmã do Michael Jackson se não me falha a memória, que cantava num intervalo de jogo de bola. Era uma estrelinha, florzinha, sei lá: uns poucos centímetros quadrados de pano a tapar-lhe o mamilo já quarentão ou cinquentão. E o patético pedacinho de pundonoroso pano caiu, escorregou pro lado, sei lá. Só sei que o tratamento dado pela mídia àquele não-acontecimento fazia crer que a transmissão do show houvesse sido substituída por um filme da mais baixa pornografia. Ou pelo Fidel Castro comendo banana. Ou ambos.

Mamilos, e seios em geral, são uma fixação americana. Mas crianças torturadas em barris dificilmente poderiam ter qualquer relação com desejo sexual. Do mesmo modo, é um tanto ou quanto delirante que se seja punido por bullying quando se tem o perfil invadido por milhares de pessoas xingando sem sequer dar-se ao trabalho de ler o texto que supostamente lhes provocara tal reação. A meu ver, todavia, não se trata de um problema meramente de fixações sexuais de povos incultos ou de fase oral mal-resolvida. Ao contrário: o que está em curso é algo que já aconteceu e acontece ainda como adjuvante duma hierarquia desordenada de qualquer escala: uma busca direta e consciente da mentira, da dissonância cognitiva, do medo.

Tanto a Alemanha nazista quanto os totalitarismos comunistas tinham um ponto em comum com as seitas mais alucinadas de nossos dias (da Cientologia© ao salafismo, passando por várias denominações protestantes, mormonismo, neo-paganismos, raelianos, e o que mais vier): a provocação consciente de um estado de dissonância cognitiva permanente entre suas vítimas. Veja-se como é prático que isto aconteça: já está fartamente comprovado desde meados do século passado que quando há um investimento relativamente grande na perpetuação duma mentira que se prova posteriormente mentirosa, a reação mais comum não é a racional. Quando o profeta se prova picareta, raros são os que dão de ombros e pensam “enganei-me”. A maioria faz do que deveria ter sido a falsificação (no sentido científico do termo, de comprovação dum erro) de suas crenças com um apego redobrado a elas. Um trabalho científico já clássico acompanhou uma seita que dizia que discos voadores viriam buscar os membros no dia tal, a tal hora. Como se poderia perfeitamente prever, eles não vieram. Em vez de bater a poeira das sandálias e chegar à conclusão evidente de que a suposta vidente estava vendo o fundo duma garrafa de cachaça e não uma bola de cristal, a maioria dos membros da seita lançou-se com renovado ardor na conquista de novos membros para a picareta que os vitimara primeiro. Cada novo membro, afinal, era mais uma peneira para tapar o brilho da desagradável realidade de saber-se otário.

O mesmo aconteceu com o “Grande Desapontamento” dos milleritas (origem dos atuais adventistas), que também esperavam o fim do mundo para tal dia em tal hora. E, claro, era esta a realidade evidente do cidadão moscovita médio durante a duração da ditadura comunista russa, ao ver os chefões do partido passando em disparada em enormes limusines por uma faixa de trânsito exclusiva para uso das autoridades, enquanto ele mesmo não tinha chance alguma de conseguir sequer um daqueles carros literalmente de papelão pelos quais uma classe média alta esperava décadas. O discurso, todavia, continuava sendo o mesmo: ele deveria estar feliz por viver no paraíso da classe operária, no país que vencera a desigualdade, e por aí vai. Tal dissonância cognitiva, a princípio, pode ser imposta pela força: ou bem se repete a linha do partido, ou o Gulag o espera.

Com o tempo, contudo, ocorre o oposto diametral. Não apenas a pessoa deixa de precisar de reforço da crença falsa, como a abraça com mais e mais ardor. A teoria mais comumente aceita é que esta é uma maneira de evitar lidar com um erro cuja absurdidade e prejuízo causado só fazem crescer e acumular juros e correção monetária. Torna-se mais fácil negar a realidade que se vê que a teoria comprovadamente errada, desde que esta teoria tenha um número grande, importante, ou ambos de aderentes. É o que faz com que tenham sido pouquíssimos os sobreviventes do massacre de Jonestown, quando todos os membros duma seita tomaram quissuco envenenado. Não foi preciso apontar armas para as pessoas; ao contrário, elas fizeram fila para suicidar-se. Outro caso semelhante, ainda que em menor escala, foi o de outra seita mais recente, também contando com uma carona em discos voadores que, claro, não vieram. Mataram-se todos de bom grado, apenas para não terem que assumir que foram enganados.

E, como perfeitamente apontado por Orwell, a dissonância coletiva funciona ainda melhor quando a “verdade” muda continuamente, nas direções mais imprevisíveis, mantendo apenas o conduto pelo qual passam as novas verdades-que-sempre-foram-assim. O cidadão-vítima da distopia, no fim e ao cabo, prefere que a cada dia lhe sejam dadas certezas novas. Se ele se lembrar, por acaso, que ontem a certeza era outra, contraditória ou mesmo contrária à de hoje, mais força ainda fará para apegar-se à de hoje.

O hábito da dissonância cognitiva, o hábito de viver uma mentira, é tremendamente útil para quem quer que deseje controlar uma determinada população – que pode ir da meia-dúzia de membros duma dada seita a toda a população dum vastíssimo país –, já que ele impede liminarmente o hábito da conferência da informação com a realidade. Ao contrário: ele vicia a vítima na recusa ao raciocínio independente, numa espécie de síndrome de Estocolmo cognitiva, fazendo-o confiar tanto mais numa fonte quanto mais ela se contradisser. A própria contradição dum dia para o outro, o próprio trabalho mental de não deixar subir à tona o que era a certeza de ontem, aumenta a dependência no fornecedor de falsas realidades.

Creio que seja em grande medida este o processo em curso nas sociedades ocidentais. Aqui, na periferia da periferia, ao lado do “fim do mundo” de onde veio o Papa, pegamos apenas a xepa. Temos ainda, felizmente, o hábito cultural de não levar muito a sério nada do que dizem as autoridades, e moemos a golpes de memes as mentiras pós-modernas. Já no cerne do Ocidente, na Europa ocidental e nos EUA e (principalmente) Canadá, a cada dia mais e mais pessoas realmente conseguem acreditar que aquele sujeito com físico de estivador e barba por fazer é uma mocinha núbil. Ora, é evidente que ele não é nem uma mocinha nem uma bicicleta. Mas é justamente isto, o fato de haver uma fortíssima dissonância cognitiva, inicialmente forçada (afinal, quem quer ser “cancelado”, e perder o emprego ou mesmo a família? Se nem o Presidente americano está a salvo disso…) mas depois livremente abraçada. E assim as mesmas pessoas que concordavam com Obama poucos anos atrás, quando ele mesmo declarava que um “casamento gay” seria absurdo, hoje não apenas concordam plenamente com uma reconstrução tão delirante, mas tão delirante, duma instituição de direito natural que abre as portas à imposição de qualquer outra fantasia, como aguardam ansiosamente a próxima chance de mostrar-se bem-mandados engolindo outra barbaridade. A do momento é o delírio trans, que ainda por cima faz a crueldade de usar como bucha de canhão dum projeto de controle social pessoas com evidentes problemas mentais. Convenhamos: sair fantasiado do sexo oposto fora do carnaval era coisa que se fazia quando se perdia aposta séria. Dizer para um coitado que se o fizer será feliz é o cúmulo da crueldade! Quem saberia dizer qual será a próxima loucura? Declarar – como já há “vanguardistas” a fazê-lo, como o tristemente célebre Peter Singer, bio-anti-ético de Princeton – que um bebê dormindo é “menos gente” que uma galinha acordada, por esta ao menos cruzar a estrada?! Ou declarar que ao chegar aos sessenta anos de idade as pessoas naturalmente emudecem, ou mesmo desaparecem, apenas para rir das pessoas fazendo enorme esforço pela rua para fingir que não escutam os urros de dor dos idosos sendo jogados em trens de gado?!

As regras das redes sociais, extremamente rígidas em sua aplicação, extremamente cambiantes e, mais ainda, extremamente desconhecidas de suas vítimas, têm exatamente esse fim. Não se trata de uma maneira de tentar evitar que as ditas redes sejam usadas para o mal. Afinal, esta não parece ser uma preocupação real de seus proprietários: na Birmânia, por exemplo, o próprio saite feices foi e é diretamente responsável por chacinas sem número de membros de minorias étnicas. Aliás, os mais entusiásticos defensores de tais chacinas, que jamais receberam um bloqueiozinho de um dia que fosse, acabam de dar um golpe de Estado. Não creio ser necessária grande capacidade imaginativa para pensar no que espera os membros das tais minorias. Com o reptiliano beneplácito zúckico.

Se fosse este o caso, ainda, convenhamos, seria mais fácil que o saite feices não puxasse sozinho fotos e vídeos das matérias jornalísticas lincadas que fazê-lo ao acaso para depois culpar quem compartilhou uma notícia, não uma imagem ou filminho. Do mesmo modo, não faz o menor sentido que quem tem o perfil invadido por uma tribo de botocudos cocainômanos seja o culpado do bullying sofrido. Alguns diriam que a questão seria que os invasores (ou bulinadores, sei lá) fariam parte dum grupelho protegido pela esquerda a quem presta continência o saite feices. Não creio. Não se tratava de algo abertamente político; se os invasores ao menos soubessem ler, teria sido uma boa oportunidade para conversar sobre gostos e cores, pois era disso que se tratava. Não, não: a coisa é bem mais aleatória que isso. A ideia é manter a todos – eu e os que vieram cá gritar na sala de minha casinha virtual, onde estou por ora amordaçado e preso no armário de vassouras – na ponta dos cascos, sem jamais saber o que é que lhes pode (nos pode!) valer uma punição. Aos poucos, acostumamo-nos a confundir vítima e culpado, mamilos de dois pixels e orgias, crianças torturadas e pornografia. Guerra é paz. Ódio é amor.

O importante é que jamais se saiba de onde vem a próxima cacetada. Que nos preparemos para concordar imediatamente com a nova, novíssima, coisa-que-sempre-foi-assim. Para que – como os bobos que caíram no conto-do-vigário do Q-Anon – “onde for um forem todos”, inclusive e especialmente a rumo do brejo, abraçados à vaca. Só assim perderemos de vez a pouquíssima capacidade de senso crítico que inda nos resta após termos sido arrastados ao longo do horrendo sistema deseducacional brasileiro. Só assim será fácil, por algum tempo, manter-nos sob controle. Até, claro, que um dia, sem razão alguma que consigam discernir, os mandões sejam pendurados de ponta-cabeça num posto de gasolina, como Mussolini e Claretta. Afinal, pode-se enganar a alguns todo o tempo e a todos por pouco tempo, mas jamais a todos todo o tempo. Há uma hora em que a natureza humana, que mesmo na natureza busca Aquele que é a Verdade, simplesmente não aguenta mais.